Voltar para casa

Muitas vezes ao longo da jornada, temos a sensação de estarmos a deriva.

Um incômodo que lentamente corrói expectativas e traz uma sensação de não pertencimento, de um estranhamento com aquilo que nos cerca.

É normalmente neste momento que algo nos impulsiona a buscarmos respostas embora não saibamos muito bem se aquilo que estamos buscando será aquilo que vamos encontrar.

Há um impulso natural carregado de muitos pontos de interrogação que nosso eu interior busca responder e isto é muito mais forte do que a vontade de ficarmos no lugar de comodidade de nosso lugar comum.

E o que seria esta volta para casa?

Onde estaria este lugar “mágico” que nos traria a certeza de que finalmente a busca não foi em vão?

A jornada me mostrou que este lugar não está além de olhar para meu eu interior.

É através deste exercício de se voltar para dentro que pouco a pouco os pontos de interrogação da jornada vão se descortinando e uma sensação de paz começa a se instalar pacificando a mente turbulenta.

Hoje, o voltar para casa é o exercício de pacificamente olhar para o interior e perceber que tudo o que preciso já está aqui, neste presente chamado hoje, neste instante único que não pode mais se repetir e onde posso buscar fazer o meu melhor.

Esta é a grande dádiva deste presente chamado vida, a possibilidade de galgarmos estes infinitos espaços de evolução que sempre começará dentro de nós e que pode nesta grande cadeia de vida interconectada influenciar e beneficiar outros seres.

Solange Biolcatti – 22/04/22