DESAFIOS

E subitamente parece que o mundo que conhecemos acordou as avessas.

Uma avalanche de informações inundaram noticiários, jornais, blogs, redes sociais.

Tudo o que parecia sólido, lentamente foi se desmanchando no ar e tornou-se uma noite sem fim.

Não mais nos defrontávamos com as cenas de outrora, onde pessoas absortas em seus aparelhos eletrônicos se isolavam do convívio social ou de uma roda de conversa, víamos sim, pessoas isoladas em seus lares, em uma quarentena forçada para evitar a contaminação.

O isolamento forçado foi nos afastando das pessoas mais queridas: nossos pais e avós, posto que eram aqueles considerados vulneráveis.

O tão sonhado e ovacionado mundo virtual se concretizou, agora, o contato era obtido por vídeo chamadas, skype, whattsApp, telefone.

Pessoas isoladas em seus lares assistindo a evolução de algo para o qual não tinham um antídoto, um controle, sequer a condição financeira mais ou menos abastada poderia livrar-lhes de eventuais horas de fila em hospitais ou curas diferenciadas por algum tipo de tratamento vindo do exterior.

Subitamente, nos vimos iguais: impotentes!

Subitamente, nos vimos isolados em nossos lares e isolados do convívio social.

Subitamente, sair e expor-se tornou-se risco de vida.

Neste exato momento, o que consigo pensar é: o que devemos aprender com esta lição tão poderosa?

Quanto necessitaremos ainda retroceder, para entender que os verdadeiros milagres da existência se apresentam para nós em coisas simples que absolutamente desprezamos, tão absortos que nos encontramos.

Talvez a grande chave de mudança desta experiência é descobrir que somente com o olhar de compaixão conseguiremos sair deste cenário desolador para renascer em um mundo menos mesquinho.

Afinal, somos humanos, a grande diferença de nossa espécie está em termos o intelecto, mas também, em termos a sensibilidade.

Entendo que somente através deste exercício, deste olhar mais profundo, deste percebimento de que estamos todos acerca das mesmas circunstâncias é que despertaremos para um amanhã mais justo e equilibrado.

SOLANGE BIOLCATTI – 17/03/20.

1 Comment

  1. É isso …. vamos ter que aprender com essa experiência, espero que realmente possamos aprender mais que o medo que ela vai nos causar….

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