Fui pouco a pouco sendo absorvida pela sintonia da cidade.
O jeito meio solitário dos franceses, seu modo de ficar perdido nos cafés em conversas intermináveis, ou, simplismente fumando seus cigarros sem pressa.
A forma de disporem as pequenas cadeiras, dispostas, lado a lado nos cafés, enfileiradas, dando aos clientes sempre a visão da passagem dos transeuntes nas ruas, neste jogo de ver e ser visto.
Fui me perdendo nos aromas das coisas frescas, das centenas de lojas repletas de baguetes e docinhos coloridos, o som melódico da língua que soa como música, e assim, foi crescendo em mim a vontade de explorar as ruas, as vielas, a história desta cidade que é puro encanto.
Neste cenário quase bucólico, uma saudade de coisas que não vivi, mas que pareciam fazer parte de mim.
Paris, milhares de vezes cultuada em músicas, versos, filmes.
Paris, a cidade que me fez perceber que pode existir uma forma mais casual de se encantar com a vida e de sorvê-la apreciando cada encanto desta experiência.
18/03/17.
Pela manhã o corpo lentamente desperta e preguiçosamente sente os primeiros raios da manhã. Atenta-se para o momento tristonho de ter que separar-se do outro que estava a seu lado.