Qual o valor de uma vida humana?

Qual é o valor de uma vida humana ?

 

Ela teria mais valor se tivesse mais seguidores?

 

Ela teria mais valor se fosse famosa?

 

Ela teria mais valor se tivesse mais saldo em sua conta bancária?

 

Ela teria mais valor se morasse em um local com alto valor por metro quadrado ?

 

Ela teria mais valor se tivesse conhecido mais países ao longo do mundo ?

 

Ela teria mais valor se tivesse uma excelente formação ?

 

Ela teria mais valor se seus amigos fossem pessoas importantes?

 

Ela teria mais valor se o seu seguro saúde desse direito a hospitais de ponta?

 

Ela teria mais valor se sua beleza fosse considerada clássica e dentro dos padrões ?

 

Como classificar o valor de uma vida humana ?

 

O que sei é que cada sorriso, cada expressão, cada átimo de tempo na história individual de cada um e daqueles que formam seu círculo familiar é fundamental .

 

Não importa a classe social, a idade, o grau de escolaridade, os idiomas que domina, se perguntássemos a cada um que foi influenciado por aquela vida, teríamos a mesma resposta :

 

A vida humana é única, a história de uma pessoa conta a trajetória de uma cadeia de centenas de milhares de vidas que foram fundamentais para esta pessoa ter existido .

 

Somos esta vida em movimento .

 

Somos a vida pulsando no planeta , somos o novo e também somos a história .

 

Somos a luz maior que carregamos , e cada sorriso, cada coração que pulsa e planeja

a sua história é fundamental.

 

Que a humanidade desperte e perceba que cada um de nós está conectado e que cada um de nós ao final das contas depende de outros porque ninguém está separado de ninguém .

Esperança e Empatia é o que desejo para a humanidade a qual pertenço.

 

Solange Biolcatti – 15/06/20.

UM POUCO DE MIM

Quanto de mim espera e quanto já desistiu,

Quanto de mim esqueceu de buscar e quanto ainda anseia pela volta do espanto,

Quanto de mim olha as estrelas e quanto vê apenas a escuridão de uma noite sem fim,

Quanto de mim se abre ao novo e a descoberta e quanto permanece amedrontada embaixo de camadas de outros ” eus” disfarçando o medo,

Quanto de mim sente a brisa, pulsa pelo belo, cria universos em segundos, espia atenta e com espanto uma nova descoberta desta vida bela e preciosa e quanto de forma automatizada e estática repete os dias, os hábitos, o desconforto, o irremediável.

Sou a manhã de sol e explosão e sou também o dia nublado e enfadonho.

Me descubro, pouco a pouco, despindo as camadas da existência que as nuvens do medo e do cotidiano foram formando sutilmente.

Ao mesmo tempo em que me espanto com várias descobertas, me encanto com este ato mágico de me permitir estar atenta e com a sensibilidade que a vida me proporcionou ao longo da jornada.

Sou grata por estar aqui, por ter tido esta jornada com seus momentos de sol e de dias nublados, mas, que me tornaram a pessoa que sou e a pessoa que busca a sua melhor versão.

Ser a melhor versão, talvez seja, ser um ser a caminho do encontro consigo própria e despida de todas as capas da existência neste encontro com a simplicidade da vida., assim como deve ser.

Solange Biolcatti – 30/10/19

vida

Vida,

Palavra com tantos sentidos intrínsecos e extrínsecos.

Somos o seu fruto, o fruto daqueles que sobreviveram.

Somos dia após dia movidos por ela.

Somos inspirados pelas mais extensas manifestações deste fenômeno.

Queremos nos perpetuar e neste sentido, inconscientemente queremos deixar nossos descendentes, uma raiz daquilo que também representa nossa vida.

Geração após geração fomos distribuindo a nossa história em outras vidas que se seguiram.

O que tudo isso representa?

O que de fato faz sentido a nós, aos nossos anseios, aos nossos devaneios nesta existência tão profunda em significados e tão breve quando comparada ao tempo universal?

Por que damos tanto valor a coisas que são passageiras e perdemos o tão precioso tempo quando poderíamos priorizar o que de fato faz sentido e nos representa?

Talvez nunca iremos saber, talvez num futuro distante e perdido um possível descendente possa encontrar a resposta. Fato é que independentemente dos desafios, das desilusões, dos desalentos, a vida é a chama que se perpetua e a qual estamos atavicamente atrelados. Ela é o princípio e o fim e movidos por esta chama vamos vivendo.

Vida, rio eterno que permanece e que nos mostra o quão perfeito é tudo isto que nos cerca.

Solange Biolcatti – 02/06/19.

REVOLUÇÃO DA AMOROSIDADE

Somos parte deste todo iluminado.

Nos reconhecemos isoladamente, mas, no entanto, é no sentido plural de nossa existência que percebemos a nossa força.

Somos plenamente felizes, quando nos percebemos fora de nosso ego e voltamos a uma expectativa maior e humanitária.

A essência desta experiência fantástica chamada vida, nada mais é do que evoluirmos este olhar que começa conosco, mas, que para fazer sentido ao ato de viver, há que se expandir no sentido coletivo da existência.

Não há sentido em imaginarmos que a felicidade é apenas a concretização de anseios pessoais e de desejos supérfluos que sintetizam apenas o ego e o momentâneo.

Temos um sentido de continuidade em tudo o que fazemos, isto é intrínseco a nossa própria existência.

A medida que pudermos, passo a passo, entender que os pequenos atos de gentileza e de amorosidade podem gerar uma sutil mudança que vai se consolidar no nosso entorno, perceberemos este sentido único do ato de viver.

Se pudermos espalhar uma nova “revolução”, que esta seja a da amorosidade. Somente plantando estas pequenas sementes, construiremos um amanhã melhor para todos nós e a vida poderá florescer em seu ápice.

Solange Biolcatti – 16/04/2019

APELOS DE PAZ

Apelos de paz surgem na imensidão do espaço.

Vemos este apelo em múltiplas culturas.

Vemos este apelo em múltiplas línguas.

Somos partes desta mesma energia, deste mesmo todo, estamos unidos, embora muitas vezes, imaginamos ser isto uma ilusão, mas, a dor de outros abre em nós um vácuo que não sabemos explicar e que se instala em nós gerando um processo corrosivo.

E vemos os apelos de paz surgirem:

No olhar sábio da senhora que o tempo congelou na fotografia,

No sorriso que esboça a criança,

Na súplica silenciosa daquele que já sofreu na própria pele as violências, a fome, as guerras.

Paz também pulsa em nossos corações, buscando um sentido para a existência.

A paz surge graciosamente na natureza que tudo nos oferta sem nada pedir em troca, e no amor universal que nos é doado por aqueles que já entenderam o sentido de tudo.

 

Solange Biolcatti – 26/02/18.

DONS E COTIDIANO

Não somos máquinas, somos humanos!

Talvez isto seja a grande benesse e também o maior desafio. Viver uma existência onde o entorno nos influencia, onde a dor e a tristeza nos machuque, onde o outro não é um ente despersonalizado com o qual não precise me preocupar.

O grande desafio a meu ver? Entender que aquilo que nos é natural, o sentimento, não pode se transformar frente a grande vilã da modernidade chamada de cotidiano.

A grande demanda da modernidade, por tarefas, prazos, metas, etc, vai pouco a pouco  alienando de nós aqueles dons primários que são o que justamente nos distinguem dentro deste planeta.

Precisamos aprender a perceber e conviver com as demandas do mundo moderno, porém, sem perder aquilo que nos é mais caro.

Precisamos entender que justamente aquilo que nos motiva, que traz brilho ao olhar, que aquece o coração são as percepções que vão além deste cotidiano.

É ver o sorriso de uma criança, é sentir o aroma das flores que despontam na primavera e fazem das manhãs uma festa de cores, é olhar um por do sol e entender o presente da natureza , é ver o brilho da Lua e das estrelas despontando no céu e sentir-se agradecido, é poder saborear um alimento e perceber quanto trabalho envolvido pode ter havido naquele prato de comida.

É saber que nesta experiência de ser humano, fomos agraciados com a inteligência e com a sensibilidade e como em uma balança, elas precisam estar equilibradas, pois, o mundo nos exige muito do primeiro dom , mas, sem o segundo dom definitivamente, a vida não teria o menor sentido.

 

 

29/09/17

EXISTÊNCIA

A tênue linha de nossa existência,

Tantos sonhos, metas, um mar sem fim de compromissos, angústias e ansiedades.

Tantos planos do futuro que insistentemente programamos que acabamos por esquecer que o momento do agora é o nosso maior presente.

Acabamos por esquecer que a vida é feita das pequenas coisas, das pequenas conquistas, de apreciar um nascer ou pôr do sol.

Que a vida se torna plena e cheia de sentido, quando aprendemos a sorrir mais do que esbravejar.

Que acreditamos estar acima de qualquer coisa, mas na verdade, estamos inseridos nesta teia da vida e estamos interligados e interconectados a tudo e a todos.

Que quando ferimos a alguma coisa ou a alguém é em última análise a nós mesmos que ferimos.

Que devemos aprender a desenvolver um olhar amoroso para com as pessoas e coisas ao nosso redor.

Que a compaixão é um exercício de ampliar o olhar e aprender a ver com o coração.

E que nossa vida só tem sentido e valor se formos úteis num sentido maior, apesar de nossas metas e sonhos individuais.

Talvez aí resida o grande desafio de viver.

 

16/06/17

CANSAÇO

Cansei de compreender,

Cansei do tédio que muitas vezes parece ser o único remédio,

Cansei da rotina que desfaz pouco a pouco o assombro que esperamos encontrar um dia.

Cansei da melancolia que destroi a esperança que buscamos conservar,

Cansei dos dias mornos e previsíveis que repetimos numa ladainha sem fim,

Cansei até de imaginar como poderei ser eu, ou, poderia ter sido, esta sucessão sem fim de hipóteses que não levam a lugar algum.

Cansei desta busca frenética por algo que talvez esteja muito além do que minha razão me permite alcançar.

Cansei de sofrer pelo que virá, visto que não sei se chegará, e pelo que se foi, posto que não mais poderei modificar.

E neste hoje que me cabe viver, concluo, que quero apenas viver,

Sem expectativas,

Sem angústias,

Sem arrependimentos,

Sem o turbilhão de sentimentos,

Apenas por este minuto, viver o aqui,  esta fração de segundo, condensar o mundo todo apenas neste momento.

 

 

22/05/2017

 

China

imageAqui estamos no Oriente .

Suas ruas tumultuadas e barulhentas.

As centenas de pessoas que passam apressadas com as agendas apertadas de compromissos e seus objetivos a cumprir .

E eu, encantada por estar do outro lado do planeta.

Ao mesmo tempo penso como podemos estar tão próximos ?

Sim , estamos unidos.

Unidos nesta variedade de sentimentos , unidos em nossos afazeres, em nossas  dúvidas e questionamentos , em nossas aspirações.

Somos tão diferentes,mas, ao mesmo tempo , tão próximos e conectados.

Isto me faz refletir que este grande planeta azul chamado Terra é uma grande terra única,cercada por fronteiras imaginárias,  mas que abriga seres movidos pelos mesmos ideais.

Isto me faz acreditar que embora tenhamos tantas diferenças, também temos a mesma raiz iluminada que nos enche de otimismo e esperança neste amanhã de união e paz que um dia chegará.

Isto me faz acreditar que a vida é este grande presente para aprendermos a aceitar as diferenças e evoluirmos enquanto seres que precisam dos valores espirituais muito mais do que as posses materiais.

Hoje aqui na longínqua China me senti muito mais próxima de todos os seres deste mundo nesta imensa ilha única chamada Terra.

12/03/17