Tempo

Oca a humanidade projeta o olhar buscando algo.

Ocos os homens mantém-se supostamente engajados, banalizados em seus projetos de vida, em seus escritórios organizados, em suas reuniões pautadas por gráficos de desempenho, em suas rotinas de sufocante angústia.

Buscam, quem sabe, dentro  das terras ressequidas , um oásis onde matar a sede de vida.

Olham-se, quem sabe almejando um insight, um lampejo de vida ainda não consumida.

Mas, a espera é infinita, e a vida, consome-se neste mar de anos passados no eterno dilema de quem sabe um dia.

Assim marcham os milhões em suas rotinas, criando mundos ideais em pequenos hiatos de tempo, onde o sonho é possível, mas como tudo é efêmero, passa.

E assim passam-se os anos e subitamente olhamos para a terra prometida que um dia vislumbramos e vemos que ela já não brilha.

Vemos um cenário retorcido de coisas puídas e empoeiradas pela ação do implacável tempo.

Tempo, o senhor absoluto sobre todos , que desdenha dos pequenos sonhos humanos e vez por outra concede um vislumbre do infinito.

Pobre sonho humano, imaginamo-nos heróis e nos descobrimos pequenos e vãos.

Pobre do homem que acredita ser possível vencer as garras do tempo e encontrar-se pleno, pois a vida é apenas poeira no tempo.

 

 

28/02/17

 

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