TEMPOS LIQUIDOS

E derrepente um  assombro.

Subitamente percebemos que tudo a nossa volta se desfaz.

Tempos liquefeitos onde o eterno é apenas o espaço de um encontro.

Num mundo onde tudo é pressa e excesso de informação, onde haverá tempo para a contemplação, para uma conexão real e profunda?

Estes novos tempos nos expõe a um dilema com a nossa forma intrínseca de sentir o mundo a nossa volta.

Tudo o que imaginávamos ter algum sentido de permanência se esvai.

Somos impelidos a ter cada vez mais pressa, mais informação para nos sentirmos conectados e menos relações com a marca da pessoalidade.

Tudo parece que ficou mais simples, mais rápido no mundo da informação, mas, muito menos real, pois, tudo pode ser resolvido com uma mensagem de texto ou voz ou um like de redes sociais.

Nunca o mundo ficou tão pequeno, pois está ao alcance do click do mouse, e nunca a sensação de solidão ficou tão exposta em nossos cotidianos.

Tempos em que as relações tornaram-se liquidas e as pessoas mais seguras atrás de seus laptops, celulares e pc’s.

Tempos em que temos a fome dos tempos de outrora, mas, que o próprio tempo ou a sua ausência não nos permite viver de forma diferente.

Somos os filhos destes novos tempos liquidos, mas, nossa essência ainda grita por algo que ficou lá fora.

 

17/05/2017.

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